O comércio tradicional bracarense tem vindo a sofrer alterações desde o aparecimento de novos espaços comerciais, de grande dimensão. Para os pequenos comerciantes esta mudança veio pôr em causa a continuidade dos seus negócios.
De seguida, veja a reportagem que retrata o universo do pequeno comércio, em Braga.
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“Pereira das Violas” dá continuidade a projecto do pai
“Enquanto viver mantenho isto”
A casa “Pereira das Violas” foi fundada a 3 de Janeiro de 1918, pelo pai de Carlos Pereira. “Abriu esta casa sem dispor de, praticamente, 1 centavo”, conta. Confessa que a retrosaria é um estabelecimento muito pequeno, mas muito conhecido e conceituado. “Já criou, praticamente, três famílias”, salienta Carlos.
Depois de se estabelecer como lojista, Carlos Pereira completou a sua formação na Universidade de Coimbra. “Fui professor durante 36 anos, na escola que agora se chama Alberto Sampaio, de onde me reformei”, conta, lembrando os tempos em que leccionava disciplinas como contabilidade e cálculo financeiro.
Apesar da idade, Carlos Sarmento diz querer continuar na retrosaria até não conseguir mais. “Aqui estou, a dar continuidade à herança que recebi do meu pai, felizmente já sem necessidade disso, mas, em memória dele, aqui me tenho conservado”, explica comovido.
No que diz respeito à família, Carlos Pereira foi pai por sete vezes, embora tenha perdido cedo um dos descendentes, o compositor, José Sarmento. “Tem até uma rua com o nome dele, a Rua José Sarmento”, releva. Carlos Pereira conclui, então, que a família está bem encaminhada: “todos eles [os filhos] estão muito bem na vida”.
Quanto ao futuro da retrosaria, confessa não saber bem como vai ser: “Eu queria ter [sucessor], ou não ter, sei lá”. Contudo, não está preocupado: “enquanto viver mantenho isto, porque uma casa destas, por pequena que seja, constitui um fundo de reserva para os possíveis herdeiros”.
Carlos tem ainda alguns projectos, mas nada de muito complexo, devido ao factor idade. “Gostava de fazer muita coisa, mas isto [a retrosaria] prende-me muito tempo. E para a idade que tenho já é muito cansativo”. “Um ser humano toda a vida tem sonhos para realizar, mas quando atinge certa idade, o que queremos é que os nossos estejam todos bem, que vivam sem dificuldades”, resume.
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Carlos Sarmento Pereira, dono de uma das lojas mais antigas do comércio tradicional bracarense, nasce a 2 de Setembro de 1925 em Braga, cidade onde constrói a sua vida e família.
Aos 85 anos, Carlos faz uma leitura bastante positiva da vida. Começa a formação profissional com um bacharelato em Contabilidade e Administração, no Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Ainda estudante, inicia a carreira profissional numa caixa sindical de previdência, na área da indústria têxtil, onde permanece durante 3 anos. “Entrei para essa caixa de previdência com a categoria mais baixa, para os serviços de administração”, explica. “E entretanto, ascendi muito rapidamente quase à categoria mais alta do sector administrativo, mas essa ascensão foi interrompida”, completa Carlos, explicando que a morte do pai o obriga a assumir a loja. E, assim, entra para o negócio da família, que mantém até aos dias de hoje.
Depois de se estabelecer como lojista, Carlos Pereira completou a sua formação na Universidade de Coimbra. “Fui professor durante 36 anos, na escola que agora se chama Alberto Sampaio, de onde me reformei”, conta, lembrando os tempos em que leccionava disciplinas como contabilidade e cálculo financeiro.
Apesar da idade, Carlos Sarmento diz querer continuar na retrosaria até não conseguir mais. “Aqui estou, a dar continuidade à herança que recebi do meu pai, felizmente já sem necessidade disso, mas, em memória dele, aqui me tenho conservado”, explica comovido.
No que diz respeito à família, Carlos Pereira foi pai por sete vezes, embora tenha perdido cedo um dos descendentes, o compositor, José Sarmento. “Tem até uma rua com o nome dele, a Rua José Sarmento”, releva. Carlos Pereira conclui, então, que a família está bem encaminhada: “todos eles [os filhos] estão muito bem na vida”.
Quanto ao futuro da retrosaria, confessa não saber bem como vai ser: “Eu queria ter [sucessor], ou não ter, sei lá”. Contudo, não está preocupado: “enquanto viver mantenho isto, porque uma casa destas, por pequena que seja, constitui um fundo de reserva para os possíveis herdeiros”.
Carlos tem ainda alguns projectos, mas nada de muito complexo, devido ao factor idade. “Gostava de fazer muita coisa, mas isto [a retrosaria] prende-me muito tempo. E para a idade que tenho já é muito cansativo”. “Um ser humano toda a vida tem sonhos para realizar, mas quando atinge certa idade, o que queremos é que os nossos estejam todos bem, que vivam sem dificuldades”, resume.
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Veja aqui algumas fotografias relacionadas com o Comércio Tradicional, em Braga.
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"Braga - O Comércio está no centro"
O comércio tradicional tem um papel fundamental no desenvolvimento do centro histórico da cidade de Braga, sendo o 4º distrito com maior área de venda, no pequeno comércio. A importância deste tipo de comércio é visível na distribuição do emprego em Portugal.
Tendo isto em consideração, a Câmara Municipal de Braga, em parceria com a Associação Comercial de Braga, desenvolveu um projecto chamado "Braga - O Comércio está no centro".
No âmbito do projecto, foi feito um estudo relativo ao comércio a retalho e sua importância no seio da urbe.
Veja aqui uma infografia relativa ao projecto
Fonte: Associação Comercial de Braga
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Localize aqui o centro da cidade de Braga, onde se encontra grande parte do Comércio Tradicional.
Ver Comércio Tradicional num mapa maior
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Esta página contém os seguintes conteúdos:
- Reportagem de TV (Comércio tradicional em Braga)
- Perfil (Senhor Carlos Sarmento Pereira, da Casa Pereira das Violas)
- Slideshow (Fotos do Comércio tradicional)
- Infografia (Gráficos do Relatório da Câmara Municipal e da Associação Comercial de Braga)



